sexta-feira, setembro 03, 2010

Ser saudável

A minha auto-definição sempre me iludiu. Nunca soube bem identificar-me como pessoa, no sentido de haver algo que me defina acima de todas as minhas idiossincrasias, ou dito de outra forma, nunca soube separar bem o trigo do joio da minha complexa personalidade. Mas agora, conforme me vou especializando,  vou descomplicando a minha existência, rotulando o essencial e o supérfluo.
O resultado foi: tenho paixão pelas Artes e amor pela Saúde.


Vou então falar de saúde, a eterna perpetuação da vida, o elixir, o almofariz, condição fundamental à Vida. A minha definição de Saúde inclui impreterivelmente a Qualidade de Vida. Do ponto de vista humanístico, de que serve a saúde se não a podemos desfrutar, adaptando-nos naturalmente ao meio que nos rodeia, em condições favoráveis ás nossas necessidades, e quando estas estão satisfeitas, aos nossos caprichos? Isto é qualidade de Vida. Frases como: "Isto é que é Vida!", espero vir a dizê-las durante muito tempo, e é claramente um bom parâmetro de análise de Qualidade de Vida.


Neste sentido, sempre me virei para a comunidade científica para obter respostas, pois a minha curiosidade sempre foi maior que eu. O método científico é o ser humano na sua maior objectividade, é o expoente máximo de racionalidade, é a procura de factos, cuja articulação tem que resultar em algo que seja incontestável dadas as condições vigentes. Esta é a finalidade do método científico. No entanto, o Tempo muda, a História muda e a Ciência acompanha a mudança, sempre, porque não pode ser estática, porque a inter-comutação de achados científicos vai progressivamente ter de incluir cada vez mais variáveis, relevantes para a matéria em questão.


Daí...o conceito de "formação contínua", ou "o conhecimento não ocupa lugar" ou "o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira" ou "estes cientistas não se entendem...mas afinal o leite faz bem ou mal?




Mas divago...




Na minha nova saga de ser saudável, virei-me para a leitura de artigos científicos sobre o que podemos controlar no nosso organismo. Ora, na sua essência, só precisamos de ar, água e alimentos para sobrevivermos. Virei-me então para a alimentação e aprendi que a evolução da nossa sociedade ditou a alteração química dos alimentos e obviamente dos nossos hábitos alimentares e que o equilíbrio Ácido-Base do nosso organismo tem um papel fulcral na nossa subsistência e manutenção de qualidade de vida.


O Equilíbrio Ácido-Base representa a multiplicidade de sistemas que o nosso corpo tem, que equilibram a concentração do 1º elemento da Tabela Periódica (H+), a qual é conhecida como pH (potencial de Hidrogénio). O nosso pH ideal flutua entre 7.35-7.45, ou seja, devemos ser ligeiramente alcalinos ou básicos, para que toda a nossa bioquímica permita todos os processos de regeneração, desintoxicação, nutrição entre outros, funcionem devidamente.


Infelizmente consumimos muitos alimentos que julgamos saudáveis e que acabam por nos acidificar, e ao longo de anos, tende a deixar-nos mais afastados do equilíbrio necessário ao máximo potencial funcional dos nossos órgãos, podendo revelar-se a causa crónica subjacente a maleitas como cancro, osteoporose entre outras . São muitos os alimentos que nos reforçam, via equilíbrio Ácido-Base. Partilharei, via e-mail, para quem quiser, o artigo científico que despoletou esta minha exposição.

quinta-feira, agosto 06, 2009

Aplicações terapêuticas de derivados canabinóides

Já andava à quase um ano para publicar isto... online, para quem esteja interessado no tema.
Trata-se da minha monografia de final do meu curso de Ciências Farmacêuticas, uma revisão bibliográfica sobre moléculas naturais ou sintetizadas com potencial farmacoterapêutico em variadas patologias. Inicialmente achei que iria ser uma pesquisa sucinta e focalizada, mas com o decorrer do tempo apercebi-me das inúmeras aplicações desta família de moléculas, pois os fitocanabinóides são parentes de mediadores inflamatórios que produzimos endogenamente e cujo mecanismo é tão complexo quanto abrangente em termos funcionais.

Clique aqui para o documento
(atenção que demora um pouco a carregar, pois tem 70 páginas)

Não me vou alongar na descrição, pois a tese já é longa que chegue. Pelo menos era o que achava quando a terminei (já estava farto), mas a verdade é que há patologias sobre o qual já não me debrucei, mas as mais importantes e mais rodeadas de optimismo estão todas lá.

Uma leitura interessante para quem sempre pensou que cannabis é apenas uma droga ilegal recreativa... pois o seu valor na terapêutica é incalculável,  ainda que muitas das moléculas que aqui se expõem sejam derivados sintéticos das encontradas na planta propriamente dita, a verdade é que têm uma relação benefício/risco bastante favorável.

O trabalho é bastante extenso, mas recomendo a leitura da introdução e a conclusão no mínimo para ter uma noção das potencialidades destes compostos.

Bom proveito!

domingo, junho 28, 2009

Michael Jackson Rest in Peace




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Na quinta-feira, dia 25 de Junho pelas 20h (hora portuguesa) morre um ícone, uma lenda ex-viva, o Rei da pop, Michael Jackson. Vítima de uma paragem cardíaca, provavelmente devido a um cocktail medicamentoso, as quais ele tomava por razões desconhecidas: há associações a um médico duvidoso, um Dr. Thom Thom que lhe receitava cocktails de 7 medicamentos com 2 analgésicos, segundo a ex-ama. Contudo, foi o seu verdadeiro médico que o viu nos seus últimos momentos e não parece ter tido culpa no sucedido.

Enfim, suspeitas, conspiração, talvez frivolidades, desconhecido e incerto: Michael Jackson morre como viveu a sua vida adulta, na obscuridade esotérica e incompreensão.

Para falar de MJ é preciso diferenciar o homem da obra, o que o torna à partida uma excepção. Mas não vou aqui fazer uma retrospectiva da sua vida, a qual mesmo findando agora aos 50 anos, já fez correr rios de tinta, horas de puro prazer auditivo, assim como movimentos de dança.

Michael é vedeta à 39 anos. Começou a sua carreira aos 5 anos onde liderou com os seus irmãos, formando os Jackson Five, um grupo infantil fabricado nos anos 70 que tinha tanto fãs brancos como negros, algo pouco usual na altura. Com eles gravou 4 álbuns desde os seus 11 anos.


Mas foi com a carreira a solo iniciada em 1979 com a mega-produção de Quincy Jones que MJ disparou rumo às estrelas. O álbum era o
Off the Wall e foi um hino ao género Disco assim como jazz pelos altos valores de produção, mas acima de tudo um pop musculado, a surgir como uma espécie de cereja no topo do Disco, dado que os anos 80 acabaram por pôr esta música na gaveta (agora já devidamente restaurada e polida, no chamado nu-disco).










Logo desde o início, do alto dos seus 21 anos, trauteou e escreveu Don't Stop 'till You Get Enough, aquela que para mim é uma das suas melhores músicas e que lhe valeu um Grammy. A voz dele ainda não era perfeita, mas já tinha uma expressividade e alcance excelentes. Voz de menino, que nunca perdeu, até agora...

Precisamente em 1979, Michael parte o nariz numa complexa rotina de dança e é submetido a uma rinoplastia que resultou em dificuldades respiratórias, problema que o afligiu desde então e que, aparentemente, nenhuma das inúmeras intervenções cirúrgicas que se seguiram não solucionaram, afectando a sua carreira. Não sei até que ponto os seus complexos quanto à sua aparência após a sua primeira cirurgia não terão despoletado as variadas idas à faca.

Contudo, com problemas respiratórios ou não, em 1982 Michael lança
Thriller, o álbum mais vendido de todos os tempos. É difícil superar algo assim, por isso vou apenas cimentar este conceito com alguns números:



  • 109 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, sendo que 5 milhões destas foram nos últimos 5 anos
  • Sete das suas nove canções saíram como single e entraram no top
  • Parte do seu sucesso deveu-se ao investimento em videoclips, em que o de Thriller, um video de 13 minutos, marcou o primeiro video de um negro na MTV, tendo também os seus vídeos de Billie Jean e Beat it o molde para a produção conceptualizada dos videoclips daí em diante
  • Compôs 4 das músicas
  • Teve 37 semanas no top norte-americano
  • Teve 4 anos a habitar os tops europeus

Sei lá, depois seguiu-se Bad, Dangerous, a Black and white, Man in the Mirror, Smooth Criminal e tantas, tantas outras...Embora muito bons, excelentes músicas, como álbum o seu legado tinha atingido o expoente máximo.

Eu orgulho-me de ter nascido no ano em que o MJ fez o moonwalk pela primeira vez e
Billie Jean nos invadiu o imaginário com um sujeito de pé de gesso brilhante, casaco preto cintilante, luva branca também brilhante a planar enquanto andava. Um artista completo, com músicas ritmadas e dançáveis, mas com conteúdo, por exemplo Billie Jean é sobre um fã obsessivo que alega que é pai de um filho dela (billie Jean). Estranho, mas a forma acaba por camuflar o conteúdo. E o frenesim inabalável de Wanna be startin' somethin' é sobre a pressão dos media. Nota-se já em tenra idade a pressão dos media sobre ele.

O Michael Jackson trouxe a dança para o sexo masculino de certa forma, assim como para a comunidade negra e porque não também aos caucasianos? Mostrou-nos o impacto de coreografia de dança em grupo, da cinefilia associada a música, mostrou que um artista pode cantar e dançar em alto nível.

Michael é um ícone porque é único e projectou a sua identidade irreverente em todos nós, mesmo que não gostássemos das roupas militares, dos corpetes, das meias brancas, do sapatinho de baptizado, do complexo peter pan, da voz, sei lá, ele é um homem de espéctáculo, um Showman no melhor sentido da palavra.
Ele reinventou a música à sua imagem, à sua ambição. Há a pop do MJ, rei da pop e há o resto da música pop, não pode ser comparada. Todo o conceito de boysband e girlsband veio deste one-man e certamente que as Britneys e Beyoncés tiveram muito caminho desbravado pelo Michael Jackson.

Lembro-me quando os meus pais disseram que iam ver o Michael Jackson a Alvalade em 1992, tinha eu 9 anos, e portanto não me levaram. Era muito novo para ficar chateado por não ir a um concerto, mas 1 ou 2 anos depois já ouvia a música dele e sempre pensei que vê-lo ao vivo seria o derradeiro espectáculo, história para os netos, motivo de escrever um livro, sei lá...e agora sinto que uma parte de mim decaíu para um nível de existência imperceptível, pois a imagem do MJ numa criança é muito forte. É difícil não verter uma lágrima por alguém cuja expressão, quer musical quer visual, nos leva automaticamente ao rejúbilo sob a forma de canções, de movimentos, de gemidos extasiados e danças incomparáveis e indeléveis.

Por tudo o que criaste, inevitavelmente por tudo o que tu és, tens garantido um lugar na posteridade e não serás esquecido. A prova do tempo está dada, o século muda, mas o sublime não envelhece, não se torna vinagre. Há música que nos rejuvenesce, e a tua é uma delas.

Não quero saber da vida privada do MJ, das excentricidades, suspeitas fundadas ou infundadas, mas tenho pena que a sua Neverland não seja mesmo a do Peter Pan, pois assim não teríamos de te ver partir.

Vai em paz, que a Obra transcende o Homem.

sábado, julho 12, 2008

A Lei de Dredd?

Saludações meus caros.

Neste Post vou-me pronunciar sobre algo interessante, sei lá, as regras do refeitório do International Hall, a residência onde me encontro até 5 de Agosto em Londres.
Eu sei, parece deveras (des)interessante, mas já vão ver ao que eu me refiro... É que a minha estadia aqui inclui pequeno-almoço e jantar em dias úteis e pequeno-almoço, almoço e jantar aos fins de semana, mas não sem um "pequeníssimo" conjunto de regras.

Vamos então ao regulamento (resumido, senão não teria impressões digitais no fim deste post...)

1. Só se pode levar 2 líquidos (exceptuando água fria), ou seja, sopa e uma bebida (coca-cola, fanta ou sprite daquelas torneiras, sumo de máquina) ou água QUENTE para um chá - fria é gratuito; isto exceptuando ao almoço do fim de semana, em que só se pode levar uma bebida, mesmo que não se coma sopa e água quente é contabilizada, porque se leva o chá...

2. Pode-se pedir um prato quente, normalmente com as opções de frango, peixe frito, alguma massa com vegetais ou massa com carne picada, até aqui tudo bem;

3. Com o prato quente temos a opção de pedir 3 acompanhamentos quentes (cenoura cozida, batatas fritas, feijão verde, vai variando) e não levamos salada, ou então pedimos 1 ou 2 quentes e uma escolha de acompanhamentos de salada, como lentilhas, tomate, alface, cenoura;

4. Nas sobremesas só podemos escolher fruta, bolo ou panquecas, ou um iogurte (eu como não gosto de escolher, levo sempre uma maçã no bolso e depois escolho outro; já pensei em pôr uma banana no bolso, mas depois a black mamma da registadora ainda me começava a fazer olhinhos e então...fico-me pela maçã);

5. Isto tudo é dentro do esquema sopa, segundo com acompanhamentos, bebida e sobremesa; Mas se não se quiser segundo ou acompanhamentos pode-se levar mais uma bebida, ou mais uma sobremesa etc

Ok, uff, estou estafado. Agora podem imaginar uma pessoa chegar ali e não saber as regras (obviamente) e quando se chega à registadora ser bombardeado constantemente com "cardholders can't take 2 beverages when asking for soup" ou "are you going to pay for that?"... Eles dizem que fazem isto porque as pessoas abusavam do que levavam e depois havia desperdício, mas chegarem ao ponto de instituírem um totalitarismo alimentar com guidelines deste tipo...enfim.

O mais interessante é que cada empregado (quase todos brasileiros) tem a sua versão das regras, alguns deixam levar mais e outros cumprem mesmo as regras, então quando se tem mesmo muita fome convém ver quem está na registadora (?!).

Agora o pequeno-almoço (pensavam que eu tinha acabado? Isto só melhora...)

1. Na comida tem que se escolher entre frios e quentes, ou seja, ou se vai para cereais com leite frio (apenas frio, eles cá não usam leite quente) que leva a um caminho tortuoso de opções que falarei adiante, ou se escolhe aquele pequeno-almoço inglês com feijão, ovo cozido (bem bom) e salsicha;

2. Pode-se beber uma bebida quente com qualquer opção que se tome, chá ou café com ou sem leite frio;

3. Pode-se comer um iogurte ou fruta tal como ao jantar (mais uma vez opto por não escolher...);

4. Agora, quem escolhe os cereais (que é o meu caso, porque os feijões dão-me fineza de fezes, e não digo fineza no sentido glamouroso da palavra...) tem que optar entre comer um croissant ou pão de forma que podemos torrar...

E chega, agora é que chega mesmo. Por outras palavras, não posso comer um ovo cozido com umas torradas e cereais, nem uma salsicha e feijão com um croissant...enfim, combinações é algo que não faz sentido para esta gente. FIGHT THE POWER!!

E mais uma vez: saber as regras é uma tarefa morosa e trabalhosa :P

Desculpem a seca, mas parece-me que isto teria que ser documentado, não concordam?
Bom apetite

quinta-feira, maio 22, 2008

Once upon a time in London...





Pois é, cá estou em Londres.


Cheguei numa sexta-feira e logo no sábado eu e a Rita (que também veio em ERASMUS do ISCSEM) fomos conhecer a nossa zona, que tem como estação de metro mais próxima Russel Square (à esquerda).




Mal nós mal sabíamos o que nos esperava, quando subiamos de Russel Square para Southampton Row: uma manifestação contra a Igreja de Cientologia. Segundo os protestantes, os ensinamemtos das suas crenças são extremeamente extorcionistas, é tudo pago. E quem abandona ou diz mal de Cientologia é perseguido e processado por calúnia em tribunal e por isso este pessoal apresentou-se neste sábado de máscara. E bem porreiras! Máscaras do filme "V for Vengeance".



Topem-me a pinta do gajo do Free Hugs.







bófia no controle











E depois, assim do nada, passa uma limousina Hummer e um Ferrari atrás.







Não acreditam? Então vejam lá












Depois passámos no campus da Universidade de Londres, só para espreitar e ver as vistas















E depois voltámos a Russel Square, que ainda tinhamos que arrumar as malas, e janta-se cedo por estas bandas...o janatr é das 17.30 às 19.30h!! Loucos



E regressámos à International Hall, que é a residência onde vou ficar nestes 3 meses.

Depois ponho mais fotos

ಲೊಂದ್ರೆಸ್ - ಪರ್ತೆ ೧ ೨ ೩ ೪

segunda-feira, abril 28, 2008

Aquele slogan da L'Oreal

"Se eu não gostar de mim, quem gostará?"

Já viram isto?
Não acham este o slogan mais deprimente que já viram?

"Se eu não gostar de mim, quem gostará?"

Epá, é que pensando agora de repente, sei lá, talvez PESSOAS QUE GOSTAM DE MIM, não sei...Tenho algumas, os meu pais, alguns amigos, já me cruzei com... transeuntes que me pareceram que gostaram de mim, quer dizer, pelo menos por uns momentos. Mas há pessoas caraças, não me lixem.

Mas a senhora/senhor não? Pois, já me sinto um pouco mal, isto é triste...deprime um pouco. Quer dizer, todos temos os nossos maus bocados, por vezes nem nos queremos enfentar ao espelho...pois, mas aí temos mesmo que recorrer AOS QUE GOSTAM DE NÓS!

Desculpem, não aguentei. Estava sufocado.
A sério, tem que haver alguém, minha(meu) senhora/nhor.
É demasiado entristecedor, a sério.


Mas no entanto, nos anúncios, surgem
Bem...
Mulheres bem sucedidas aparentemente, modelos e actrizes
Consta que até ganharam uma boa maquia só com esta publicidade
Certamente que haverá gente que gosta delas
Pelo menos da Claudia Schiffer eu sempre gostei muito
Já desde pequenino...
...É verdade.



P.S: Gostaria mais de:
Se ninguém gostar de mim, quem gostará?
Isso é poesia, é profundo, é tão absurdo que até dá que pensar.
Agora arranjar um produto em que isto faça sentido é que pode ser complexo...

P.S. 2: Escrevam este slogan (não é o meu, o outro, o original) com aspas e tudo no google e vejam o que companheiros bloguistas escreveram sobre esta temática e divirtam-se. Já agora, se lerem algum "altamente" enviem-no!

P.S.3: Epá e arranjem-me uma imagem da L'oreal com o raio do slogan que eu não encontro. COmpunha isto um bocadinho, e se for com a Cláudia Schiffer até vos compro um gelado!

Aqui está!! Achei...não é grande espingarda, mas prova a minha tese:

E aquelas letras são o slogan em alemão...se tiverem dúvidas vao confirmar, ora!!

Palavras Juntas


Sonhar querer ter poder viver
Nasce cresce aprende vive procura escolhe Vive
Apercebe-se pondera se entrega-se define-se
Transforma-se? Ou… é?


O que por dentro nos rodeia é o nosso íntimo
Nada está do avesso se te auto esclareces de tudo
Mas volta e meia até o escuro parece claro
Pode até ser tudo cinzento


Não somos o que tocamos
Mas o que nos toca vive connosco
Em nós
No lugar do farol
Que mesmo através de um denso breu
Brilha perdura atravessa
Faz da noite dia
Até os olhos brilham por vezes
Essas são as melhores


É simples, tudo deveria ser simples
O simples complica-se muito
Mas não deixa de ser simples
Porque o foi desde sempre
Engana por parecer simples
Mas é mesmo simples por vezes
Quer dizer…
Só não se torna simples
Quando a opção mais simples
Não era simples de tomar
O que vale é que por fim
Não passa de uma simples ocorrência
Nesta inicialmente simples vida
Não espera…
Simplesmente Vida


Porque é o que temos não é? Para fazermos coisas, para sermos coisas e claro, para sentirmos coisas. Há imensas coisas que podemos ter, ser, sentir… e querer, importa querer.

terça-feira, agosto 21, 2007

Festival Músicas do Mundo de Sines

Estar de férias é bestial. Acabei o último exame e juntei-me aos restantes membros da lista P (ver http://listadapinga.blogspot.com/ - porque Ser diferente é Ser igual aos outros) e à princesa guerreira e rumámos a Sines para o festival músicas do mundo - http://www.fmm.com.pt/. Atestámo-nos de provisões e fluidos refrescantes veraneantes, vulgo cerveja, e fizemo-nos à estrada.
Vamos lá então arranjar poiso no parque de campismo recomendado pelo Broncas, o qual nos foi confirmado que teria vagas até às 23h, mas qual não é o nosso espanto quando lá chegamos pela hora de jantar, e na recepção nos informam que está lotado…aliás lotadíssimo que é bem pior; Heitz…e agora? Acampamento selvagem à noite? Dormir no carro? Não dormir sequer? Nada! Valeu-nos o Nuno, que nos arranjou lugar na casa da irmã que trabalha em Sines. De repente de sem-abrigo a montar tenda no terraço de uma qualquer casa em terras sineenses foi uma cerveja de distância.
Melhor ainda é podermos ir a pé para o festival e após a proteína vitaminada de um belo cozido de atum, grão e sei lá mais o quê, assim o fizemos. Djemberia com fartura, churros, danças, freakalhada, a sede do PC a servir bifana…êxtase. Às 2.30 da manhã tocaram os LA ETRURIA CRIMINALE BANDA de Itália (imagem em baixo)…muito bom, daquelas audio-salganhadas para pular e bailar. Foi até de manhã…










Estafados da caminhada, chegamos a casa prontos para a caminha, prontos para a tendinha mas heitz! “ ’Tá um gajo na tua tenda ò Xanado” e estava mesmo: com os pés de fora calçados numas sandálias franciscanas. Eh diabo, “Mas quem és tu c@*§!” e depois de o (quase) acordar, o energúmeno lá se arrastou para o sofá lá dentro. “Sou o Alfabeto” foram as suas últimas palavras antes de apagar. “Mas o que é isto! Este gajo tem é que ir varanda abaixo” disse um Tibas qualquer, mas parece que o gajo era mesmo conhecido da irmã do Torién (não sei se é assim que se escreve) o Nuno (este também é cá uma peça…). No dia seguinte acorda tudo ressacado, uns por não dormirem (o Nuno ressona) outros porque são resmungões quando acordam (cof cof) e o alfabeto também acordou. “Então de onde é que és, Alfabeto?”, “O meu é nome é Nuno pá! Eu sou de todo o lado” “Posso beber do teu leite”, força…e o gajo bebe-me do pacote. Lá se foi a pasteurização. Que incongruência. Depois descobrimos que o alfabeto foi o gajo que andou a brincar com malabares e fogo lá em baixo ao pé da igreja e que é palhaço. Que personagem... O resto da manhã foi passada a boiar não literalmente, depois lá saímos da letargia acompanhada de cefaleias e batalha naval, que isto de acampar sem espetar umas espias não é nada. Então fomos para a ilha do pessegueiro.

Um descampado muito bem localizado ao pé da praia do pessegueiro, qual campo militar, a zona de tendas era a bela e quente vastidão de solo duro sem árvores, fantástico para acordar cedo com sauna incluída…dentro da tenda! Controle, zero! Até andámos a reinar com o sistema de fecho da barra de entrada…enfim, boiar de pé. Por uma razão qualquer levámos os carros lá para dentro. Ah! espera, era para pormos lona das obras a cobrir as tendas numa operação arquitectónica sem precedentes que consistia em colocar os carros nas extremidades das tendas e prender aí a lona. Resultados práticos: nada. “Vai tudo correr bem”, e o pior é que os carros não podiam entrar depois da meia-noite, só ás 7 da matina. Sem problemas dado que sábado era o fim do festival e a apoteose seria concerteza duradoira. Assim sendo, fomos para a praia boiar literalmente, 5 num swifer comercial (in)devidamente acondicionados e os restantes no carro do Broncas, o rei dos dardos sineense. Um Banho de algas (obrigado xanado) e a ocasional bejeca depois lá nos fomos aperaltar então para uma jantarada outra vez na casa da Raquel, irmã do Nuno (alfabeto!!!) e atestámo-nos mochilisticamente de fluidos refrescantes veraneantes que isto de ser estudante apela á contenção de custos, mas não de passar sede. E o Bitoke ainda sem tocar numa cerveja, ZERO! Eu sei que este conto já começa a parecer ficção…mas não meus caros, falo a verdade.
A noite até começou mal, pois aqui os jovens inexperientes do FMM não se lembraram de comprar bilhetes com antecedência, e dado que se tratava da sua derradeira noite de concertos, o inevitável aconteceu: bilhetes para os Gorgol Bordello no castelo estavam esgotados e as ruas estavam repletas de calças à Aladino, rastas e chinelo de couro num espreme-espreme descomunal…e nós sem bilhete para o cerne, para o crème de la crème da noite. Já conformados com a ideia de ver o concerto num dos inúmeros ecrãs gigantes espalhados por Sines (organização fantástica!) eu e o Mring (Manuel com 5 letras) lá fomos aliviando as mochilas do seu peso juntamente com o resto do pessoal, quando por acaso o Jaime que não é Jaime, é André dos piercings por todo o lado, amigo do xanado me vendeu o bilhete dele porque não lhe apetecia ir. Assim o Manel podia ir, “ah e tal, não vou, vendemos isso e ‘tá-se bem” bla bla, com Zecos Lecos (copyright Kapinha e o seu cabelo maravilha) e um par de costas de mão no lombo lá foi ao sítio e seguiu para o castelo ver os gypsy punks. Noutro golpe do acaso, um amigo da Xena (Sherah Sherah!) tinha um cartão de saída para voltar ao castelo…assim também eu podia ir ver os malucos do punk cigano, lindo!! Não sei antes ver o fogo-de-artifício e levar com fragmentos de detritos de cenas que me iam caindo em cima durante o espectáculo. E fui…e foi lindo…dancei por todo o lado, fui avançando para ver se encontrava o Manel num recinto com sei lá quantos milhares de pessoas…qual Wally, qual Manel, não encontrei ninguém, mas curti o ritmo contagiante do Eugene Hütz e a sua banda frenética, os Gorgol Bordello que até cantaram, vejam lá vocemessês, “Em cima, em cima, em cima, sempre assim! em baixo, em baixo, em baixo, sempre assim!”. Tão cedo não vou esquecer tamanho espectáculo, 5 estrelas do além por detrás de sol posto.



Ufa, vamos lá descansar um bocadinho a discutir assuntos mundanos, as políticas de saúde do Sócrates e o atentado à profissão, mas espera!! Vai começar Señor coconut and His Orchestra, no palco ao pé da praia!! Tra la ra, my love…CHA CHA CHA…

Mega banda de fatinho, pareciam acabadinhos de sair do casino, com dois xilofones em palco, instrumentos de sopro, mas depois eram covers de Sade (Smooth operatooooor!), The Doors (Riders on the storm) latino, o incontornável Michael Jackson (Beat it, Beat it!!) muita salsa, merengue, cha cha cha! À Xena só faltavam os véus e a mim o jeito para dançar, mas isso não deteve ninguém, nem aos pés de quem ia pisando.


Depois kusturicada, skazada, reggaezada…enfim, non-stop. Só sei que às 7 da manhã a marginal ainda estava cheia, nunca tinha visto nada assim…inolvidável.
A caminho do carro íamos levando uma presuntadas de uns pretos armados aos cucos que cometeram a indecência de chamar palhaço do c@*§ a um de nós, o que vale é que eram uns 3 ou 4 e quase do tamanho de armários, mas o Nuno não queria a sua dignidade ferida e foi para cima dos gajos!! MAS que é isto? Se não o puxássemos dali para fora ainda estávamos a contar os dentes do chão a esta hora…mas não se passou nada, ele só levou uma sapa ou duas. Enfim…vamos mas é para o parque.
Às 8 da manha entramos no parque, já com uma brasa um pouco agreste, mas com o cabeção e fasay (= fadiga) que já levávamos em cima adormecer não foi problema…o pior foi que às 10 da manha dentro de uma tenda ao sol plantada no dia mais quente do ano ou perto disso, em pleno Alentejo já boiávamos no nosso próprio suor. Epá doeu, aquilo já foi sofrer mas gostei particularmente da ironia que se seguiu, que foi eu querer ir tomar um banho aos chuveiros para refrescar e só ter água quente!! Eh diabo, saíste das profundezas do inferno para me atormentar ou quê? Que é isto?? Tive água fresca durante 1,5 segundos e depois parecia lava a cair-me em cima…Em seguida, vai de arrumar as tendas, o festival já acabou por isso nada nos impede de ir dar um pezinho a Vila Nova de Mil Fontes, isto por volta do meio-dia. À chapa do sol!! Viva o ar condicionado. E não é que à terceira acertámos…um parque de campismo brutal, com árvores, com sombra. Lá acampámos no alvéolo 125 e ali assim, repousámos, pelo menos até descobrirmos que a imperial no café/restaurante do parque era a 55 cêntimos…e pronto, o resto é história.
Daqui partiu uma comitiva para o sudoeste onde parece que Manu Chao avassalou. Um grande bem haja a este meus amigos e uma especial dedicatória à Xena, que isto de aturar 6 gajos, 5 deles bêbados dia e noite tem o seu quê de incongruência.